Quinta-feira, Maio 15, 2008

Menina desaparecida! Ajudem a divulgar.

Uma amiga pediu para divulgar:


"Joana, 13 anos, desapareceu de casa na noite de 15 de Março de 2008-03-15.
Quem vir esta menina, ou tiver alguma informação por favor contacte o número 917800489/ 966359182."


A todos os que passarem por este blog e que tenham também blog divulguem! Não custa...
E lembremo-nos sempre que: Cada criança, no seu sorriso, faz-nos ver que Deus ainda não perdeu a esperança nos homem". (Tagore)

Terça-feira, Abril 29, 2008

Testamento de Jesus – O nazareno - Ano 33 depois do seu nascimento

"Caros amigos, meus irmãos, meus seguidores de todos os tempos… vou deixar esta terra e vou para onde vim… Vou para junto do Pai!
Durante 33 anos partilhei convosco a condição humana. Descobri as dificuldades, os problemas, as dúvidas, as inquietações que todos vós sofreis… Agora vou deixar-vos mas não vos abandono!
Quero deixar-vos o meu testamento. Quero que se cumpra plenamente. São estas as minhas últimas vontades. Vou subir ao Céu. Vou deixar de estar, fisicamente e visivelmente, junto de vós. Mas tende firme certeza, não vos abandono, estarei presente de outras formas.
Durante a minha vida pública preguei, ensinei, amei… é isto que vos deixo a todos como herança. Tudo o que fiz de mais importante está arrumado e escrito nos 4 Evangelhos. Quem conhece, ama e segue os Evangelhos está sempre comigo!
Durante este tempo de vida física andaram também comigo alguns discípulos, que me acompanharam sempre. A esses e aos seus seguidores eu confio a Igreja e a sua organização. Eles aprenderam de mim e agora têm como missão ir à frente para fazer crescer na fé a todos os homens. A Igreja é aquilo que, na minha herança vos deixo como mais valioso. Cuidai bem dela, amai-a, servi-a, caminhai juntos ao meu encontro de mãos dadas. Juntamente com a Igreja deixo a todos os meus irmãos o dom do Espírito Santo. O Espírito Santo é o amor que Me une ao Pai e a todos vós. Eu deixo-vos este dom para que Ele cuide, ampare e ajude cada um dos homens e mulheres que caminham sobre a Terra. Aceitai este dom maravilhoso… Procurai escutá-lo e segui-lo… Recebei-o com abundância nos Sacramentos que a Igreja celebra. O Espírito Santo é o “defensor” o “intercessor” o “condutor” que vos deixo para vos amparar ao longo da vossa história pessoal e ao longo da história da Igreja.
Vou em breve subir ao céu! Vou preparar-vos um lugar porque eu não quero estar longe dos meus amigos. Onde eu estiver eu quero que estejam também aqueles que Eu amo e aqueles que me Amam…
Escrevo este meu testamento desejando que a minha herança seja sempre partilhada e por todos vivida. A minha herança não se confunde com tesouros materiais mas é um verdadeiro tesouro de uma ordem diferente. Peço-vos que aceiteis esta herança que vos deixo. Procurai sempre AMAR-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI!
Com imenso carinho por todos e cada um de vós:
Jesus Cristo – Salvador – o Filho de Deus"

Quinta-feira, Abril 24, 2008

A essência da Vida


Na essência da vida está o amor, o amor que não é paixão, mas que é doação, entrega... Por isso, não brinques aos amores, porque o amor, esse, é algo fundamental na vida de todo o género humano. Hoje, digo-te que nunca faças florescer um sorriso dizendo "amo-te", para mais tarde fazeres cair uma lágrima dizendo esquece-me. Pois, deves lembrar-te que ao ferires essa pessoa, a feres no coração e dentro desse coração está alguém e esse alguém... és tu!

Quinta-feira, Abril 03, 2008

O Amigo

Amigo é aquele que é capaz de permanecer em silêncio connosco num momento em que nos sentimos desesperados, em que nos sentimos confundidos; é aquele que é capaz de ficar a nosso lado numa hora de dor ou de luto; é aquele que aceita a ideia de não saber, de não curar, de não acabar e que nos faz ver a realidade da nossa impotência, esse sim, é o amigo que verdadeiramente nos aprecia.

Sábado, Março 22, 2008

Um grande silêncio, uma grande solidão...

Um grande silêncio paira sobre toda a terra… Um silêncio de tristeza e de grande solidão… O Filho do Homem e Filho de Deus dorme. O Príncipe deu a sua vida por todo o seu Povo, o seu AMOR é infinito, pois por amor obedeceu até à morte, a morte de Cruz!
Ele é o nosso Deus que por nós se fez filho, tomou a condição de servo e humilhou-se. Do alto dos Céus, desceu à terra e foi sepultado por nós homens.
Por nós sofreu escárnios, no seu rosto suportou bofetadas, no seu dorso açoites, na cruz foi crucificado e seu lado foi trespassado pela lança.
Tudo isto por mim, por ti, por todos…

Quinta-feira, Março 20, 2008

O meu paizinho de nada

"Durante muito tempo, acreditei que não tinha pai. Era o que os outros diziam:
— Tu nem sequer tens pai.
Não valia a pena dizerem-mo, eu bem via que não.
Não tinha pai para me encher a bola esvaziada, não tinha pai para me vir buscar à escola ao sábado, não tinha pai para meter medo a quem se metesse comigo, não tinha pai para ver como eu era campeão de corrida, não tinha pai para me levar às cavalitas quando eu estava cansadíssimo.
Então, um dia, perguntei à minha mãe:
— Porque é que eu nunca tive pai?
— Tiveste um — disse-me a mãe. — Tiveste um pai como toda a gente; teve de ser… Chamava-se Luís e parecia-se com… sei lá…. Olha, com um bago seco, pronto. Mas deixa-me em paz… Prefiro não falar disso.
— Mas porque é que agora já não tenho? Morreu?
— Para mim — disse a minha mãe — é como se estivesse morto e enterrado. Deixa-me em paz, já te disse.
Quer dizer que eu tinha tido um pai, como toda a gente. Mas não vou tê-lo mais. Morto e enterrado. Que pena. Se calhar foi para a guerra e morreu lá. Guerras que fazem morrer os papás são coisas que acontecem todos os dias. Perguntei à minha mãe se tinha uma fotografia dele e ela respondeu.
— Isso ia pôr-me mal-disposta.
Por isso não voltei a perguntar-lhe mais nada.
Na escola, contei que o meu pai estava morto e enterrado. Os outros não acreditaram:
— Não é verdade. Quem morre são os avós, não são os pais. Os pais nunca morrem.
— E morrem! — disse eu. — Morrem na guerra.
— Ah! Ah! Ah! Na França nem sequer há guerra — disseram eles. — Isso da guerra era no tempo dos avós, portanto estás a ver! Não pode ser, o teu pai não pode ter morrido na guerra. Ou, então, o teu pai morreu quando era pequeno!
— Foi isso — disse eu, para me deixarem em paz. — Morreu quando éramos os dois pequenos.
Mas, mesmo assim, enervava-me um bocado não saber ao certo. Perguntei então à minha avó, que toma conta de mim quando a mãe não pode.
— O pai morreu quando era pequeno?
A minha avó até caiu para trás, de tanto rir.
— Tu tens cada uma!
E chamou o avô para lhe contar.
— Sabes a última? — perguntou ela a rir. — O miúdo perguntou-me: O meu pai morreu quando era pequeno?
O avô não se riu. Ele, também, nunca se ri. Encolheu os ombros e mais nada. Aproveitou para beber um copo, já que o tinham chamado à cozinha, e voltou ao trabalho.
A avó disse-me:
— Não se sabe se morreu, mas, para mim, é como se tivesse…
— A mãe também diz que é como se tivesse…
— É o melhor que ela faz — replicou a avó. — O teu pai era um senhor pequenino, um maltrapilho, um Zé-Ninguém, menos do que nada, pronto. Desapareceu e ainda bem!
Foi o que a avó disse.
E, depois, não disse mais nada, porque ela comigo só diz blá, blá, blá, embora muitas vezes eu até a faça rir.
Sentia-me muito contente por ter tido um pai, mesmo que tenha sido um senhor muito pequenino, um homem de nada. E depois também fiquei contente por saber que não tinha morrido em pequeno, porque isso teria sido ainda mais injusto, acho eu.
E foi assim que me pus a pensar nele, à noite, no escuro, e pouco a pouco, comecei a pensar nele cada vez mais. E todas as noites, antes de adormecer, perguntava-lhe coisas em pensamento: como fazer para não ter pesadelos e proteger-me dos vampiros que chupam sobretudo o sangue das raparigas, mas pode às vezes algum confundir-me… nunca se sabe…
Eu não falava a ninguém do meu paizinho de nada. Porque é que havia de fazê-lo? Deitava-me e, assim que estava no escuro, pensava em mim, e depois não pensava em nada, o que me levava sempre a pensar nele. Era assim que as coisas se passavam.
Mas uma noite não foi assim.
Deitei-me, primeiro pensei em mim, como de costume, e quando ia a pensar em nada, ele apareceu. Como viera até ali, não sei. Talvez tenha caído ali, em cima da cama, mesmo ao meu lado. Fiquei deveras surpreendido, mas não tive medo. Porque é que havia de ter medo de um homenzinho de nada? Não acendi a luz. Não fosse ele desaparecer, como acontece com os fantasmas…
De qualquer modo, com o luar, via-se super-bem. Eu olhava para ele… A minha avó não estava enganada… Era, na verdade, um homenzinho que não valia nada, um miserável, menos que nada. Além disso, não dizia nada. Nem sequer olhava para mim. Olhava para o tecto como se quisesse saber o que estava a fazer ali, ou, então, observava as moscas, sei lá. Eu até sustinha a respiração. Era tão pequeno… Se eu respirasse muito forte, podia até levantar voo… Ele ali estava, com o olhar fixo no tecto, assim, sem se mexer, sem dizer nada, como se estivesse morto…, mas não estava nada morto. E os olhos dele brilhavam no escuro. Aproximei-me o mais que pude. Tanto, que os seus cabelos roçavam-me na cara. Tão perto, que senti que aquele maltrapilho tinha os pés gelados.
Então disse para mim que lhos ia aquecer. E pus os dois pezinhos de nada nas minhas mãos. É melhor assim, não é, paizinho? dizia eu na minha cabeça, porque, a ele, eu não sabia o que dizer…
Já devia ser um pé-descalço há muito, muito tempo, o meu paizinho de nada, porque eu não conseguia dar calor suficiente aos seus pequenos pés.
E eis que as suas mãozinhas se puseram a tremer ao lado do corpo, como se fosse uma espécie de pássaro ferido com as asas a palpitar de frio, de medo ou de outra coisa, mas não sei de quê.
Então, finalmente, apertei-o contra mim. Fiz asneira. Teve que ser com muito cuidado para não assustar o meu paizinho de nada. Ficou ali apoiado contra o meu coração que batia com muita força, deitado a olhar para o tecto, sempre; mas agora via que ele estava a sorrir, e eu dizia para comigo “Ora esta! Se a minha mãe visse este sorriso!”
O seu sorriso, adivinhem lá, era exactamente o meu! Aquele que a mãe gosta tanto de me ver fazer nas fotografias.
— Sorri, Luís — está sempre ela a dizer-me quando me tira uma fotografia.
Porque é que ela quer que eu arreganhe assim a beiça, se não há nada de engraçado? Isso é um mistério!
Mas ao ver o sorriso do meu paizinho de nada, começo a sorrir sem que ninguém mo peça, e ali ficamos como dois palermas, a sorrir e a olhar para o tecto.
Talvez as moscas se perguntem porque é que nós, o meu pai e eu, nos divertimos tanto. Só que nós nada temos a ver com tectos, moscas e aparelhos fotográficos ou qualquer outra coisa.
Eu e o meu paizinho de nada rimos sem motivo e quanto mais digo que não há motivo para rir, mais eu e o pai nos escangalhamos a rir, mas silenciosamente, para não acordar ninguém. Até choramos os dois um bocadinho!
Ah! Que bem que nos fez, rir assim, por nada!
O meu paizinho já não tem mais frio. Os pés estão quentinhos e as pequenas mãos abanam no escuro. Pergunto-me o que estará ele a fazer. Sentou-se em cima do meu peito e parece estar à procura de qualquer coisa. Vasculha os bolsos, vira-os do avesso. Não há nada lá dentro, nem um lenço sequer, mas, de qualquer maneira, os pais não choram… Apalpa-se por todo o lado, como se lhe tivessem roubado a carteira. Mas o que é que está ele ali a remexer?
Desce do meu peito, levanta a beira do lençol, a ponta da almofada.
Então eu digo-lhe baixinho:
— O que é que perdeste?
Mas ele só me fez “Chiu”, pondo o dedo em cima dos lábios.
Sinto que estou com sono, com tanto sono que até estou com medo. Não quero dormir, mas sinto que já estou a começar! Já penso em mim, depois em nada e nele, no meu paizinho de nada; digo a mim próprio que tenho de arranjar peúgas, calçado, para que não tenha mais frio nos pés…
Começo a pensar nele como se já não estivesse ali! Sinto-o a afastar-se, a ir embora, descalço, tal como veio… Quero impedi-lo de partir!
— Fica, fica comigo… — sussurro.
Ele murmura ao meu ouvido qualquer coisa que não entendo, mas na bochecha, e isto é mesmo certo, não posso estar enganado, sinto qualquer coisa tão doce, tão leve, um beijinho de nada…
Quando me levanto, sinto-me um bocadinho enjoado. Digo para mim mesmo que talvez tenha sonhado e isso ainda me faz sentir mais enjoado.
Esta manhã, a mãe disse-me que tenho má cara, que pareço um cadáver, disse ela, e manda-me ir lavar-me. Olho para o espelho e então vejo… o meu paizinho de nada deixou-me qualquer coisa…
Quando sorrio para o espelho, agora, tenho uma pequena cova… Faz um buraquinho na minha bochecha, exactamente ali, onde ele me beijou…
Um buraquinho de nada…"


Jo Hoestlandt
Mon petit papa de rien du tout
Arles, Actes Sud Junior, 2000

Quarta-feira, Março 12, 2008

Estás preso à Liberdade?

A juventude é tempo de mudanças, de deixarmos de estar totalmente dependentes de outros. Existem, hoje, cada vez mais possibilidades de escolha própiria e o próprio conceito de Liberdade começa a ganhar mais e variados significados para cada um.
Poderá ser este um processo dito natural? Existe algum momento designado como ideal para aprender a ser independente? De facto, partindo destas questões, podemos por em causa se o nosso ambiente familiar, escolar e social em geral nos conferem a liberdade suficiente para escolhermos o que queremos ser ou se estamos condicionados por imagens feitas e pensamentos formatados previamente.
Hoje, ser diferente é um risco que a sociedade condena, desde a aparência, aos hábitos, religião, enfim podemos enumerar bastantes. Agora, surge a questão: será que nós que nos dizemos cristãos temos um papel activo de luta contra a discriminação que nos rodeia? Penso que antes de mais, devemos começar por olhar para nós mesmos e verificar em que medida somos ou não factores dessa discriminação.
A liberdade é, contudo, algo que se partilha com o próximo e está na nossa consciência conhecer os seus limites.
Na verdade, todas as escolhas que a vida exige devem ser tomadas com Liberdade. Vivemos pautados de referências que orientam de vários modos a nossa vida, no entanto, estas não devem servir-nos de exemplos que seguimos cegamente. Devemo-nos procurar a nós mesmos, como Jesus encarou a questão da Liberdade. A resposta está no Amor ao próximo.
Assim, diariamente somos chamados a estar atentos para os perigos e as vantagens da liberdade, reflectindo conscientemente sobre eles e sobre as escolhas, um factor essêncial da vida.

Domingo, Março 09, 2008

Porque Deus está connosco...

Ninguém, orgulhosamente só, vive feliz. Por mais que, se possa manter isolado, esquecido, ausente... Sentirá falta da presença dos outros, o dar as mãos e o calor da resposta, contar com os amigos incondicionais, viver confiante. Quem não reconhece a beleza deste modo de ser humano, equilibrado e saudável?! Poderá alguém não apreciar o encontro amigo, a comunhão afectiva, a amizade sincera?! Não, não pode, pelo menos, assim o pressuponho. A pessoa humana está assim constituída no seu ser mais profundo, naquela que é a sua essência.
A este modo de ser humano corresponde o proceder de Deus. Está connosco e abre horizontes à vida. Está connosco e revigora os esforços realizados. Oferece-nos o seu amor. Confia-nos a sua palavra.
Dá-nos o seu Filho Jesus. Recomenda que O escutemos pois é a verdade que liberta, o caminho que faz encontrar a vida. Quer assim dar segurança ao agir da nossa consciência. Quem terá poder para arruinar ou destruir a nossa esperança?! Quem poderá fazer-nos mal, de modo definitivo e pleno?! S. Paulo, a partir da sua experiência, responde de forma taxativa: “Nada, ninguém”. Se escutarmos a palavra de Deus que Jesus nos oferece e ilumina a nossa consciência, se estivermos dispostos a deixar as “tendas do conforto” e a “descermos à rua” para nos envolvermos em tudo o que dignifica, se confiarmos como Abraão ainda que pareça não haver saída possível nas situações que nos envolvem, se deixarmos que o nosso aliado natural esteja connosco e intervenha em nosso favor..., cresceremos em confiança, satisfaremos os anseios mais profundos do coração, saborearemos a alegria da comunhão e estaremos sempre prontos para servir, de acordo com os critérios do Evangelho. Escutar Jesus é dar resposta positiva a Deus Pai e no seu apoio incondicional nos caminhos da vida.

Quarta-feira, Março 05, 2008

Eu desejava apenas...


Alguém me enviou com o seguinte título: "This is beautiful! try not to cry"

«Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações. Ela perguntou: "como é que está o meu menino? Ele vai ficar bom? Quando é que eu o posso ver? O cirurgião disse, "Tenho pena. Nós fizemos tudo mas o seu filho não resistiu. "A Sally perguntou, "Porquê, qual é a razão para que as crianças pequenas tenham câncer? Será que Deus não se preocupa? Onde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava? " O cirurgião perguntou, "queres algum tempo com o teu filho? Uma das enfermeiras irá sair dentro alguns minutos antes de ele ser transportado para a universidade, " A Sally pediu a enfermeira para ficar com ela enquanto ela se despediu do seu filho. Ela passou os seus dedos pelo o cabelo ruivo do seu filho. "Você quer um caracol de cabelo? Perguntou a enfermeira. A Sally abanou a cabeça a dizer que sim. A enfermeira cortou o cabelo e colocou num saco de plástico e entregou a Sally. A mãe disse, " foi ideia do Jimmy para doar o seu corpo a Universidade. Ele disse que talvez pudesse ajudar outra pessoa. "No início eu disse que não, mas o Jimmy disse, "Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino ficar mais um dia com a sua mãe. " Ela continuou, " o meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar se ele pudesse. " Depois de ter passado a maior parte dos últimos seis meses a Sally saiu do Hospital "Children´s Mercy" pela a última vez. Ela colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela. A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia. Ela levou o saco com as coisas do Jimmy incluindo o cabelo para o quarto do seu filho. Ela começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exactamente nos locais aonde ele os sempre teve. Ela deitou-se na cama dele e agarrou a almofada e chorou até que ficou a dormir. Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta. A carta dizia:
Querida Mãe, Eu sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que eu vou esquecer de ti, ou que eu vou deixar de te amar, ou porque eu não estou por perto para dizer que "Amo-te". Eu vou sempre amar-te Mãe, ainda mais com a passagem de cada dia. Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia se quiseres adoptar um menino para não ficares tão sozinha, esta tudo bem comigo. Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se decidires para uma menina, ela talvez não vai gostar das mesmas coisa que nos rapazes gostamos. Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que meninas gostam, tu sabes. Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo porreiro. Os avós vieram ter comigo assim que eu cheguei para mostrar este lugar, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo. Os anjos são mesmo fixes. Eu adoro ve-los a voar. E sabes uma coisa? O Jesus não parece nada como se vê nas fotos. Embora quando o vi eu conheci-o logo. Ele levou-me a visitar Deus! E sabes uma coisa? Eu sentei no colo d'Ele e falei com Ele, tal como se eu fosse uma pessoa importante. Isso foi quando eu lhe disse que queria escrever esta carta para ti, para dizer adeus e tudo mais. Mas eu já sabia que não era permitido. Mas sabes uma coisa Mãe? Deus entregou um papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever esta carta para ti. Eu acho que Gabriel é o anjo quem te vai entregar esta carta. Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu fizeste a Ele,: "Aonde estava Ele quando eu mais precisava?" "Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual quando o Filho dele, Jesus foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele. Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém. As outras pessoas vêm este papel em branco. É mesmo fixe não é? Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida. Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus. Tenho a certeza que a comida vai ser boa. Eu estava quase a esquecer, eu já não tenho dores, o câncer já se foi embora. Ainda bem porque já não podia mais e Deus também não podia ver me assim. Isso foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar. O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isso?"
Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.

©2007 '' Por Elke di Barros